"No âmbito escolar, a educação de alunos com necessidades especiais deve ser entendida como processo que visa ao desenvolvimento do educando assegurando-lhe a formação necessária para o exercício da cidadania plena". (Rosita Edler Carvalho)
A política educacional tem direcionado suas ações no sentido de promover a integração e a participação de crianças e jovens portadores de necessidades educativas especiais em todas as atividades da escola, proporcionando-lhes, assim, a igualdade de oportunidades.
A legislação brasileira determina que a educação especial deva ser oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, indicando a concretização da política de integração.
É importante ressaltar, que a integração dos alunos com necessidades especiais nas classes comuns é possível, na grande maioria dos casos, bastando, para isso, que haja uma adequada formação de professores para o ensino fundamental, sensibilização da comunidade escolar e, se necessário, o apoio de Sala de Recursos.
Há casos mais sérios, caracterizados por alto grau de comprometimento mental ou deficiência múltipla, que exigem atendimento educacional diferenciado em instituições especializadas. Nesses casos, constata-se que o atendimento não deve se limitar somente à área educativa, mas envolve especialistas de outras áreas, principalmente, da saúde.
Observa-se que o problema é complexo e exige solução diferenciada, pois, as necessidades especiais são variadas. Nessa linha de ação, as formas de atendimento educacional paulista são:
- Classes Especiais: para alunos portadores de deficiência auditiva, física e mental.
- Salas de Recursos: para portadores de deficiência auditiva, física, mental ou visual, que estão matriculados em classes comuns.
- Classes Hospitalares: para portadores de deficiência física (acidentados ou portadores de doenças crônicas), que necessitam de internação.
Na reflexão e estudo sobre a relação entre os educandos e a educação escolar, duas vias de análise podem ser utilizadas: a visão estática ou por dicotomia e a visão dinâmica ou por unidade. Pela primeira, os educandos são percebidos como comuns ou "especiais" (diferentes, deficientes, anormais, etc.) e a educação escolar, por sua vez, caracterizada como comum ou especial, visualizando-se aí uma correspondência necessária entre alunos comuns e escolas comuns, de um lado e, de outro, alunos "especiais" e escolas ou classes especiais. Pela segunda, entende-se que cada educando, na relação concreta com a educação escolar, poderá demandar uma situação de ensino-aprendizagem comum, especial, uma situação combinada (comum e especial) ou, ainda, preferencialmente, uma situação compreensiva (inclusiva).
Nesse movimento que, com ênfase crescente, objetiva descartar os serviços educacionais segregados e procura, para além da integração, garantir a inclusão de todas as crianças e jovens numa escola comum de qualidade "especial", é fundamental que atitudes de respeito ao outro como cidadão sejam concretizadas em ações de reestruturação da escola atual com vistas a tal propósito.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
DEFICIÊNCIAS
Mario Quintana (escritor gaúcho nascido em 30/07/1906 e morto em 05/05/1994 .
- "Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
- "Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
- "Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
- "Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
- "Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
- "Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
- "Diabético" é quem não consegue ser doce.
- "Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
- E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
- "A amizade é um amor que nunca morre."
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