sábado, 27 de fevereiro de 2010

"No âmbito escolar, a educação de alunos com necessidades especiais deve ser entendida como processo que visa ao desenvolvimento do educando assegurando-lhe a formação necessária para o exercício da cidadania plena". (Rosita Edler Carvalho)
A política educacional tem direcionado suas ações no sentido de promover a integração e a participação de crianças e jovens portadores de necessidades educativas especiais em todas as atividades da escola, proporcionando-lhes, assim, a igualdade de oportunidades.
A legislação brasileira determina que a educação especial deva ser oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, indicando a concretização da política de integração.
É importante ressaltar, que a integração dos alunos com necessidades especiais nas classes comuns é possível, na grande maioria dos casos, bastando, para isso, que haja uma adequada formação de professores para o ensino fundamental, sensibilização da comunidade escolar e, se necessário, o apoio de Sala de Recursos.
Há casos mais sérios, caracterizados por alto grau de comprometimento mental ou deficiência múltipla, que exigem atendimento educacional diferenciado em instituições especializadas. Nesses casos, constata-se que o atendimento não deve se limitar somente à área educativa, mas envolve especialistas de outras áreas, principalmente, da saúde.
Observa-se que o problema é complexo e exige solução diferenciada, pois, as necessidades especiais são variadas. Nessa linha de ação, as formas de atendimento educacional paulista são:
- Classes Especiais: para alunos portadores de deficiência auditiva, física e mental.
- Salas de Recursos: para portadores de deficiência auditiva, física, mental ou visual, que estão matriculados em classes comuns.
- Classes Hospitalares: para portadores de deficiência física (acidentados ou portadores de doenças crônicas), que necessitam de internação.
Na reflexão e estudo sobre a relação entre os educandos e a educação escolar, duas vias de análise podem ser utilizadas: a visão estática ou por dicotomia e a visão dinâmica ou por unidade. Pela primeira, os educandos são percebidos como comuns ou "especiais" (diferentes, deficientes, anormais, etc.) e a educação escolar, por sua vez, caracterizada como comum ou especial, visualizando-se aí uma correspondência necessária entre alunos comuns e escolas comuns, de um lado e, de outro, alunos "especiais" e escolas ou classes especiais. Pela segunda, entende-se que cada educando, na relação concreta com a educação escolar, poderá demandar uma situação de ensino-aprendizagem comum, especial, uma situação combinada (comum e especial) ou, ainda, preferencialmente, uma situação compreensiva (inclusiva).
Nesse movimento que, com ênfase crescente, objetiva descartar os serviços educacionais segregados e procura, para além da integração, garantir a inclusão de todas as crianças e jovens numa escola comum de qualidade "especial", é fundamental que atitudes de respeito ao outro como cidadão sejam concretizadas em ações de reestruturação da escola atual com vistas a tal propósito.

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